terça-feira, 13 de março de 2012

Óleo de pinho coreano promete diminuir a fome

Depois da febre do óleo de coco está chegando ao Brasil mais um para a listinha daqueles que prometem emagrecer ou dar um bom empurrãozinho na dieta. Trata-se do óleo de pinho coreano que será vendido nas versões em sachê, para ser misturado em água, sucos, shakes, entre outros, e em cápsulas, encontradas nas farmácias de manipulação.

O óleo é um nutracêutico, um mix de alimento e medicamento que traz benefícios à saúde, como prevenção e tratamento de doenças. A nutricionista Viviane Paixão explica que a composição faz com que o óleo estimule a liberação de dois hormônios responsáveis pela nossa satisfação, que são o CCK (colecistoquinina) e GLP1 (peptídeo análogo ao glucagon). "Assim, a novidade é ideal para as pessoas que buscam controlar a alimentação, pois quando consumidos antes do almoço ou do jantar, é capaz de diminuir a fome".

A nutricionista lembra que alguns cuidados devem ser tomados antes da utilização desse produto: um deles é que se deve procurar um profissional que poderá determinar a dose exata e os horários adequados. "Não podemos nos esquecer da individualidade bioquímica, ou seja, nem tudo que é bom para um é bom para todos", afirma.

Outro cuidado que devemos ter é que, se o óleo não for em cápsulas ou em sachês, ele não pode ficar em altas temperaturas, pois corre o risco de sofrer um processo de saturação que resulta em uma gordura de péssima qualidade, que não deve ser ingerida.

Lembre-se que o óleo é apenas um auxiliador na dieta. Para reduzir o peso com saúde é necessário procurar um profissional especializado e praticar exercícios físicos regularmente.

Fonte: Entrevista da nutricionista e consultora da Galgani Farmácia de Manipulação, Viviane Paixão, para o Portal Villa Mulher.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O corpo engana o cérebro


Em 1974, os professores de psicologia Donald Dutton e Arthur Aron conduziram um estudo inusitado nas duas pontes sobre o rio Capilano, na Colúmbia Britânica. A primeira era uma ponte suspensa, de 60 metros de altura, destinada ao uso de pedestres sobre as pedras do rio, ao passo que a outra era muito mais baixa e sólida.

Homens jovens que atravessavam cada uma dessas pontes eram interpelados por uma entrevistadora que declarava estar fazendo uma pesquisa de mercado. A mulher pedia ao homem para responder um questionário simples e oferecia o número do próprio telefone caso ele quisesse saber mais sobre a pesquisa. Como os cientistas previram, a oferta do número de telefone não foi só aceita por um número significativamente maior de homens na ponte alta, em comparação com os da ponte baixa, como também uma proporção muito maior desse grupo telefonou posteriormente para a pesquisadora.
A explicação é que neste caso o corpo enganou o cérebro. Quando vemos alguém atraente nosso coração bate mais rápido. O que Dutton e Aron queriam saber era se ao aumentar a frequência do batimento cardíaco acharíamos alguém mais atraente. Na ponte mais alta o coração bate mais rápido, devido a altura, e por causa disto os entrevistados se sentiram mais atraídos pela entrevistadora, o que explicaria o maior número de ligações .
Somos previsíveis
John Trinkaus é professor da Zicklin School of Business em Nova York, e estuda como pessoas comuns cuidam dos assuntos do dia a dia.
Ele pediu a centenas de alunos que pensassem em um número ímpar entre 10 e 50 e descobriu que a maioria escolheu 37. Quando solicitados a escolher um número par entre 50 e 100, a maioria escolheu 68.
O professor então levou esse aspecto da pesquisa para o mundo real, perguntando a centenas de pessoas que possuíam pastas com fechadura de segredo qual a combinação que utilizavam. Ele descobriu que quase 75 por cento dos proprietários não havia trocado a senha original: as pastas podiam ser abertas com os números 0-0-0.
(Em seu livro O Senhor está brincando, Sr. Feynman?), o físico Richard Feynman descreve como fez uso desse mesmo tipo de previsibilidade para ter acesso a documentos ultrassecretos quando trabalhava no desenvolvimento da bomba atômica em uma base do exército dos EUA, em Los Alamos.

 Fonte: Frederico Porto

segunda-feira, 5 de março de 2012

Saiba como deixar a batata mais magra e saudável

Cozida, assada ou em forma de purê, esse alimento é rico em nutrientes

         Os altos índices de carboidratos encontrados na batata fazem esse vegetal carregar a fama um tanto quanto injusta de "alimento que engorda". Mesmo quem quer perder peso ou não quer ganhar quilos, pode incluir a batata no cardápio sem culpa. "O segredo está em equilibrar a quantidade dessa fonte de carboidrato com os outros grupos alimentares", afirma a nutricionista Rosana Farah, especialista do Minha Vida. O modo de preparo também faz toda a diferença na hora de emagrecer o prato.

            Além disso, a batata é rica nas vitaminas K, C e do complexo B e tem grandes quantidades de fósforo e potássio - todos nutrientes que ajudam nosso organismo a funcionar melhor. É possível fugir da batata frita e optar por versões menos calóricas ou gordurosas do vegetal, priorizando uma alimentação saudável. Confira as dicas das nutricionistas na hora de preparar as batatas.

Batatas assadas

       Por ter menos gordura, a batata assada é um dos preparos mais saudáveis para esse alimento. Segundo a nutricionista Simone Freire, o ideal é assar as batatas com casca - para conservar os nutrientes - e sem adição de óleo. Caso você fique com medo de as batatas grudaram na forma, usa uma quantidade de óleo mínima. "Você também pode recheá-la com legumes, ervas, proteínas de baixa caloria (peito de peru, frango desfiado) ou até azeites, tornando a refeição mais completa", explica a nutricionista Hellen Fernandes, da consultoria Galgani Farmácia de Manipulação, em Minas Gerais. Uma batata inglesa (100g) assada com adição de óleo tem 64 calorias.

Cozinhando a batata

        Com 52 calorias (100g), valor ainda mais baixo do que a preparação assada, a batata cozida não precisa acompanhar óleo, portando tem menos gordura. Prepará-la cozida também ajuda a conservar os nutrientes, principalmente no vapor. A regra da casca também vale para os alimentos cozidos - se não retirarmos a casca, conservamos ainda mais os nutrientes. A batata cozida pode ser acompanhada de carnes e saladas para diminuir seu índice glicêmico e deixar a refeição completa.

Passe longe da batata frita!

 
        A versão frita acaba sendo a opção mais calórica e menos saudável. "Qualquer processo de fritura faz com que o óleo seja incorporado ao alimento, ocorrendo um grande aumento calórico", explica Simone. Para se ter uma ideia, enquanto uma porção (100g) de batata cozida tem 52 calorias, a mesma quantidade frita tem cerca de 267 calorias - mais que o triplo! E a quantidade de gorduras também chega a níveis astronômicos: a batata assada tem 0,14g de lipídios, ao passo que a preparação frita carrega 26g.

    
       Para evitar que a batata fique encharcada de óleo, Hellen dá a dica: "o ideal é que a temperatura do óleo esteja mais alta, mas essa opção continua não sendo a ideal para consumo frequente no dia a dia", diz.

Fonte: Entrevista da nutricionista Hellen Fernandes para o Portal Minha Vida. Leia essas e outras dicas no www.minhavida.com.br.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Oceano de Oportunidades

Frederico Porto ao lado do diretor da Galgani Giovanni de Souza e Silva

        O médico, psiquiatra e nutrólogo Frederico Porto ministrou nesse mês a palestra "Oceano de Oportunidades", para a equipe de consultores, supervisores, coordenadores, recursos humanos, comunicação e direção da Galgani Farmácia de Manipulação.

         Durante a palestra, Frederico mostrou como tornar a concorrência irrelevante e ressaltou a importância da disciplina, do foco e da paciência para implementar ações. Além disso, explicou que a base de uma equipe deve ser a confiança, sinceridade e  história pregressa. "É muito importante fazer o exercício diário de tentar enxergar sempre novos horizontes", disse.

        O médico idealiza e comanda vários cursos nas áreas de aprendizado, treinamento e ciências humanas. Suas palestras, seminários e apresentações revelam um conteúdo rico e diferenciado, transferido de forma didática e bem-humorada para o estímulo de novas criações, reflexões, ações e resultados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sobras no cardápio e os cuidados na manipulação

Nutricionista Hellen Fernandes lembra que os cuidados com a higiene são essenciais

Na hora de reaproveitar alimentos, deve-se levar em conta como eles são manuseados e armazenados

       Em várias mesas brasileiras, muitas vezes o jantar é inventado a partir do que sobrou do almoço, que também leva um ou outro ingrediente que não foi consumido nas refeições do dia anterior. No entanto, quem costuma reaproveitar os alimentos já preparados precisa ficar atento à manipulação para não colocar a saúde em risco. Quanto mais as sobras forem ao fogão e voltarem à geladeira, maiores são as chances de uma intoxicação alimentar.

      Tudo depende, segundo a nutricionista Hellen Fernandes, de como os alimentos são manuseados e armazenados, pois a deterioração está diretamente ligada à presença de bactérias e à temperatura de que elas precisam para se multiplicarem. “Quando você faz o primeiro preparo, já põe as mãos na comida, armazena em vasilhames que talvez não estejam tão limpos, e às vezes a temperatura ideal de cozimento para eliminar micro-organismos nocivos não é atingida. Se houver o reaproveitamento e o segundo preparo, consequentemente o alimento já estará exposto a tudo isso novamente”, alerta a especialista.

      Além de cuidados com a higiene na hora de manipular as refeições, como usar talheres, vasilhas e panelas muito bem lavadas e secas, é fundamental que se evite falar e respirar sobre os alimentos, tanto crus quanto em processo de cozimento ou prontos. “Esses cuidados precisam ser tomados no primeiro preparo e principalmente nos seguintes, porque no reaproveitamento os alimentos já estão mais vulneráveis a qualquer tipo de contaminação”, afirma.

      O armazenamento das sobras também conta muito para a comida durar mais e não fazer mal à saúde. A nutricionista recomenda a separação das sobras de acordo com os tipos de preparo, e tudo em vasilhas de vidro ou plástico, mantidas sob refrigeração. “Arroz, feijão, carnes e legumes refogados devem ser guardados separadamente. Também devem ser reaquecidos individualmente, de preferência”, acrescenta Hellen.

      Há muitos anos, e mesmo sem saber das recomendações, a aposentada Maria Célia Eugênio de Souza, de 61, guarda os alimentos separadamente na geladeira de casa. Como ela tem quem cozinhe para a família duas vezes por semana, geralmente o almoço dos dias seguintes à ida da diarista é feito com o reaproveitamento das sobras. “Gosto de consumir até no máximo o dia seguinte. Se passar disso, descartamos para não arriscar”, afirma Maria Célia. Ela disse que a única coisa que não aproveita é a salada do dia.

      A nutricionista lembra que essa é a atitude correta, já que saladas cruas, principalmente folhosas, e frituras não devem ser armazenadas para consumo posterior. “O ideal é que a salada seja do dia. Portanto, compre ou prepare apenas a quantidade que for comer, porque folhosos e temperados crus deterioram muito rápido. No caso das frituras, como são alimentos muito gordurosos, acontece o processo de rancificação, que é a formação daquelas placas brancas ou amarelas, que fazem muito mal à saúde”, destaca.

     Como o ideal é consumir refogados, cozidos e grelhados em até 48 horas, Hellen aconselha colocar em ação o sentido do olfato e do paladar antes de usar as sobras. “Cheire e prove os alimentos antes de aquecer. Se for percebida qualquer alteração nas características normais, o alimento tem que ir direto para o lixo”, alerta.
Isso também vale para os industrializados que estão próximos da data de vencimento.

    De acordo com a nutricionista, não há problema em consumir os produtos até o dia indicado na embalagem. Entretanto, como às vezes as condições de armazenamento não são seguidas conforme a recomendação do fabricante, é válido sentir o cheiro e o gosto dos alimentos antes de ingerir. “Após a data do vencimento, não há alternativa. É preciso descartar”, atesta a especialista.

Fonte: Entrevista da nutricionista Hellen Fernandes para o Jornal Hoje em Dia.